quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O peso da NFL…

googleAcompanhando os jogos desta temporada da NFL, me chamou a atenção os radio comunicadores que os técnicos usam, como este ai da foto.
Percebi que todos eram da Motorola, e que isso não poderia ser de graça obviamente tamanho os números e contratos comercias que envolvem a liga.

Foi ai que resolvi pesquisar este acordo entre Motorola e NFL e encontrei as seguintes informações, primeiro que o acordo foi prorrogado em 2006 por 5 anos e justamente neste contrato afirma que a Motorola segue até 2011 como fornecedor exclusivo de produtos relacionados a telecomunicações das 32 franquias da liga e se compromete a manter desenvolvimento de novas tecnologias, além disso tem direito a conteúdos exclusivos no site oficial da NFL, onde tudo relacionado a “mobile” aparece em celulares da Motorola, tem ainda o direito ao “Motorola Coach of the Week” que é uma eleição via site após cada rodada e leva o nome da empresa para o melhor técnico da semana. Isso ainda garante a empresa ser a uma das únicas duas empresas patrocinadoras oficiais que aparece nos jogos durante as transmissões.

O valor do contrato é de US$250 milhões pelos 5 de contrato ou US$50 milhões por ano, e de que forma foi justificado isso, simplesmente pelo fato de se poder desenvolver tecnologia e estar associada a uma das mais influentes ligas esportiva do mundo e nas palavras do CEO da Motorola, Ed Zander, “Uma poderosa plataforma de marketing!”.

Nesse comprometimento em desenvolver novas tecnologias que estreou a mais a nova modernidade da liga, um comunicador entre técnico e jogadores da defesa.
A Motorola desenvolveu um capacete com comunicação entre o técnico e dois jogadores defensivos, onde apenas um dos dois pode estar em campo ao mesmo tempo, por regra (os capacetes com o comunicador são identificados com uma marca verde). O mais interessante é que foi desenvolvido um sistema de freqüência com mais de 268 milhões códigos para evitar a captação indevida, isso é uma extensão do que já se tem para os quarterbacks desde a temporada 1994/95, mas o comprometimento em desenvolver tecnologia para o esporte segue adiante.

Isso é um exemplo da exploração de uma liga forte, contratos de valores altos aliadas a empresas gigantes e retorno para o espetáculo, enquanto isso no Brasil quando uma empresa sinaliza pelos direitos de transmissão ou direito de uso por um campeonato (tittle sponsor) mais especificamente o futebol, acaba sendo reprimido pela burocracia ou por interesses distintos e os clubes brasileiros seguem cada vez mais endividados e o nível cada vez mais baixo.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

NBA na China.


Ontem, 12 de Outubro de 2008, em Londres antes do jogo entre Miami Heats e New Jersey Nets na O2 arena, foi anunciada uma “joint venture” entre NBA e o grupo AEG (Anschutz Entertainment Group) para desenvolvimento de 12 arenas multi uso nas principais cidades chinesas.

O plano que que ainda não tem locações definidas nem data de inicio, mas nas palavras de David Stern, comissário da NBA, disse “Estamos pensando nos próximos 20 anos não nos próximos dois anos”. Indicando ainda que as novas arenas poderão ser erguidas do zero ou reformando antigas instalações.

Na verdade, o que iniciou esta conversa entre uma das mais importantes ligas de profissionais do mundo (NBA) com a uma empresa especialista em desenvolvimento de arenas e entretenimento (AEG), foi justamente um jogo da pré-temporada 2007/08 num evento chamado de NBA Europe Live, e numa sociedade que pretende viabiliza o aumento das condições de marketing da NBA para além de Canada e EUA, onde as franquias só têm condições de excursionar para a Europa, que é o que vem sendo feito nos últimos 3 anos.

O legado que pretende deixar vai alem das condições esportivas, para cada nova arena terá ainda: local de entretenimento, restaurantes, área de comércio, além de cinemas e hotéis.

A NBA tem mantem atualmente relação com 51 emissoras chinesas além da parceria de 20 anos com a transmissora local CCTV.

O plano entre NBA e AEG que terá ainda apoio do governo de ambos os paises alem de agencias locais de desenvolvimento, irá gerenciar além de eventos envolvendo basketball também eventos de outros esportes, shows, eventos culturais e convenções.
Nada melhor que uma relação entre um dos esportes mais aclamados pelos chineses que tem m Yao Ming um de seus maiores ídolos no esporte, atuando pelo Houston Rockets e um mercado gigante com uma classe média crescente e ávidos por consumo de novidades do mundo ocidental. Foi justamente nessa relação que a NBA e AEG firmaram um acordo que visa aumentar ainda mais os negócios de ambos no mercado chinês.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

UEFA Europa League.

A Taça da UEFA 2008/09 é a última. Isso mesmo, a competição concebida em 1955 quando era jogada apenas nas cidades que possuíam feiras comerciais (Barcelona, Frankfurt, Londres, etc) e que recebeu a designação de UEFA CUP em 1971/72 quando passou a ser realizada anualmente e estar definitivamente ligada a organização da UEFA.

Passou ainda por mudanças na temporada 1999/2000 começou a receber os terceiros eliminados na fase de grupos da Champions League e os campeões das edições anteriores, em 2004/05 pela primeira vez foi inserido o sistema de grupos na segunda fase e finalmente em 2008/09 recebeu clubes indicados pelo ranking “Fair Play” da Uefa.

Por essas mudanças constantes e certa desvalorização quando comparada a UEFA Champions League, foi no dia 26 de Setembro desse ano que Michel Platini, presidente da federação européia, deu o que chamou de “um novo impulso” à segunda mais importante competição européia de clubes, transformado-a em UEFA Europa League, num modelo bem mais próximo ao da Champions com 48 clubes em uma fase de grupo inicial.

Platini definiu que “as mudanças vão melhorar esta histórica competição tão importante para a Europa quanto para a própria UEFA” e finaliza, “estou convencido que este renovado formato dará à UEFA Europa League um novo impulso”

A mudança passara por uma reformulação geral, além do nome, também logotipo e reformulação da imagem da competição. A idéia é justamente colocar em prova os clubes de menores expressões elevando o nível da competição e mais do que tudo rejuvenescer o torneio.

Nas palavras de David Taylor, secretário geral da UEFA, “toda essa mudança foi executada no “timing” correto e agora temos a oportunidade de mudar o marketing da competição”.

Todas essas mudanças devem dar mesmo novo “gás” a já desgastada Taça da UEFA, que com certeza ano a ano desperta a atenção pela presença de um grande clube que fracassou na disputa da Champions League, vide esse ano o Milan ou o Bayern de Munique ano passado, mas assim como a Copa Nissan Sul Americana o que realmente estes torneios continentais secundários precisam é a valorização competitiva dando aos seus campeões ao menos uma vaga no mundial de clubes, por que atratividade e retorno financeiro só vem com a competitividade esportiva.

O circo da Fórmula 1...


Recentes novidades movimentaram a Fórmula 1 essa semana, desde o anuncio do calendário para 2009 com 18 corridas duas novidades uma inclusão, o GP de Abu Dhabi fechando a temporada e saída do GP de do Canada após 21 anos, o que elimina a América do Norte do calendário para o ano que vem e coloca definitivamente o oriente médio e seus petrodolares definitivamente no mundo da Fórmula 1.

Mas para 2011 a Ásia terá ao menos mais um grande prêmio, mesmo em tempo hábil para estrear em 2010 o GP da Índia deverá compor uma temporada com 19 GPs. O circuito já teve a sua localização aprovada pela Formula One Management e estará localizado cerca de 100Km sudeste da capita Deli.

Ainda durante o anuncio o todo poderoso Max Mosley disse em seu discurso que a F1 deve providenciar reduções drásticas em seu orçamento já para 2010, isso devido a crise financeira global que coloca em risco a vida das pequenas equipes. Temeroso Mosley quer cortar os orçamentos pela metade para 2010 para que não seja comprometida a competitividade da competição, a perda de 2 ou 3 equipes, deixaria o grid entre 16 e 14 carros.
Em suas palavras “Esta é uma situação muito séria. Senão fizermos isso já para 2010 estaremos em sérias dificuldades”.

Por fim, uma nova categoria estreará em 2009 a F2 e numa forma de promover a competição o vencedor da categoria terá testes assegurados na Willians, essa foi a forma que a equipe viu de ter garantido os novos talentos que podem vir a surgir na nova categoria que tem como apelo o custo baixo, motores Audi e desing pelo próprio Patrick Head da Willians, num custo de US$344,700 por piloto num total de 20 vagas todos preparados pela Palmer’s MotorSport.

Em fim de temporada e movimentações de pilotos na principal categoria de automobilismo no mundo a F1 já anuncia seus planos não só para 2009 como 2010 e 2011, numa clara demonstração do que pretende nos próximos anos, aumentar a participação em paises de menos tradição levando marcas mundiais ao redor do globo. A formula 1 nasce e vive do seu marketing.

Enquanto isso no Brasil a RED BULL F1 racing faz mais uma inusitada aparição desta vez pelo eixo monumental de Brasília, num evento da etapa da Stock Car...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Os números do Golf nos EUA - 2008

Empresas americanas gastarão cerca de US$1.36 bilhões entre patrocínios de torneios amadores, torneios profissionais e eventos relacionados este ano, de acordo com uma nova pesquisa da IEG Sponsorship.

Este relatório da IEG informa que o patrocínio cresceu por nove por cento, acima de US$1.25 bilhões em 2007. O aumento é devido a algumas propriedades do golfe que aumentaram seu campo de atuação e expandiram as oportunidades para novas oportunidades que vão além de somente dos convecionais pacotes de “hospitality centers” ou “naming rights” nos torneios.

William Chipps, o editor sênior da IEG Sponsorship, disse: “Trabalhando com um número limitado de patrocinadores, o USGA levantou com sucesso o valor de seus pacotes de patrocínio oferecendo aos parceiros um ambiente de mercado menos desorganizado"

“Os problemas da crise no mercado financeiro certemente vão trazer algumimpacto em patrocínios no golfe, mas a habilidade em variar as marcas envolvidas com o golfe ajudará a deslocar a perda de oportunidades," Chipps adicionou, apontando o primeiro acordo firmado entre o PGA Tour e a Dow Chemical Co.

Os novos programas de parceria já lançados pela US Golf Association em 2006 contribuíram muito para fossem assinados quatro novos acordos - dois ainda este ano. O primeiro já anunciado pela a USGA, gerou uma parceria de quatro anos com a IBM o que ajudou no relançamento site usopen.com sendo usado como plataforma para anunciar as inovações tecnológicas da parceira e a segunda parceria de quatro anos foi acordada com o Royal Bank of Scotland em um negócio estimado em US$3 milhões por ano. Os outros parceiros da USGA e s são American Express Co. e a Toyota, através da sua divisão Lexus

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